Conteúdo: Giuliano Guandalini / Brazil Journal
O comércio já havia sentido o golpe, com a queda no consumo por causa do gasto frenético com as apostas online. Agora é a vez de as instituições financeiras soarem o alarme, preocupadas com o superendividamento das famílias.

“Estamos diante de um cenário potencialmente crítico. Pelo tamanho desse mundo de apostas online, temos um quadro de proporções alarmantes,” afirma Isaac Sidney, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A entidade está pressionando para que seja vetado, o quanto antes, o uso do cartão de crédito nas bets. “O Governo já proibiu, mas infelizmente essa proibição ainda não está efetiva,” disse Isaac.
Para ele, há o risco de um encarecimento do crédito em razão dos efeitos na capacidade de pagamento de dívidas pelas famílias. “Pode elevar a inadimplência, além de sobrar menos recursos para o consumo,” disse o presidente da Febraban.
As regulamentações oficiais da jogatina legalizada só entrarão em vigor em janeiro. Por enquanto, as apostas correm sem controle.
Na última semana, vieram à tona acusações de que uma dessas casas de apostas está sendo utilizada para a lavagem de dinheiro e associação com o crime organizado.
Para Isaac, já que o País decidiu legalizar as apostas, o setor público precisará investir no controle das atividades e na conscientização da população para os riscos envolvidos nos jogos.
“Estamos em um mundo desconhecido em que o Brasil nunca navegou,” disse Sidney. “Deveríamos ter toda a cautela para conceder autorizações. Já temos mais de uma centena de pedidos de autorização tramitando.”
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