Sergipe terá um plano de desenvolvimento para o setor.
A criatividade pode se transformar em um ótimo negócio, mas simplesmente ter uma ideia brilhante não interessa. O que interessa é o que você faz com ela.
Economia criativa é uma poderosa fonte de transformação social e econômica através da geração de renda, criação de empregos e em ganhos na exportação. Ela diferencia-se da economia tradicional, de manufatura, agricultura e comércio, pois foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos.

A economia criativa abrange uma ampla gama de setores, incluindo artes, mídia, design, moda, arquitetura, publicidade, entretenimento, software, jogos digitais, turismo cultural, gastronomia, entre outros.
Esses nichos são, basicamente, o tipo de economia que consumimos diariamente. Afinal, você acorda, observa suas redes sociais e já se depara com publicações de algum produto ou ideia inovadora.
Um convite para um evento, a música que você escuta para relaxar ou a série no final do dia para distrair, todos são exemplos de produtos da economia criativa. Portanto, podemos dizer que ela está presente na maioria das atividades que realizamos cotidianamente.
Sergipe terá um plano de desenvolvimento para o setor
A bandeira da economia criativa está sendo levantada de forma pioneira para a construção do Plano de Desenvolvimento de Economia Criativa de Sergipe. O Governo do Estado, por meio da Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE), realizou uma oficina para debater os problemas que afetam o setor e as possíveis soluções que levarão à construção do plano que beneficiará diversas áreas da economia e da cultura de Sergipe.
Durante o evento, grupos de trabalho formataram cenários que visam o futuro do setor no estado, seguindo ainda as diretrizes do que estão sendo desenvolvidas pelo Governo Federal, contidas no Plano Nacional da Economia Criativa.

Ações para institucionalizar, formular e implementar políticas que valorizem e apoiem atividades culturais são extremamente importantes. Hoje, reconhece-se que quanto mais rico e diversificado o conteúdo cultural de uma sociedade, maiores são suas oportunidades de desenvolvimento.
“A economia criativa tem se apresentado como uma importante solução para a geração de emprego e renda. Atenta a essas oportunidades, a Desenvolve-SE tem coordenado esse planejamento com órgãos parceiros do Governo do Estado, do terceiro setor e a sociedade civil, que compreende os próprios artistas, empreendedores e trabalhadores criativos. A partir desta oficina, foi firmado um grupo de trabalho por meio do qual teremos a grande oportunidade de gerar renda para os sergipanos”, pontua o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade.

O público que participou da oficina foram agentes de economia criativa que atuam em diferentes áreas como games, software, moda e música, por exemplo, além de representantes de entidades que tenham a economia criativa como viés, como a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Tiradentes Innovation Center e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A iniciativa teve a parceria da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) e Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).
Economia Criativa em Sergipe
A Economia Criativa em Sergipe é dinâmica em desenvolvimento cultural e respaldada pela proteção e promoção da diversidade de expressões culturais que entrega originalidade, singularidade e potencial de crescimento. Ela oferece um caminho para o desenvolvimento norteado pela diversidade, cultura, sustentabilidade, inovação e inclusão social.
Em 2020, o PIB criativo representava 1,2% do PIB de Sergipe, o terceiro melhor desempenho para o setor no Nordeste. Em 2021, o valor do PIB da economia foi estimado em R$ 622.377,37. O estado se destaca ainda na média nacional dos profissionais de cultura na indústria criativa, atingindo 13,9%, frente aos 9,1% do país.

Dentro dos diversos setores abraçados pela economia criativa, Sergipe foi destaque em 2020 pela participação de profissionais de tecnologia na indústria criativa, ficando em segundo lugar no ranking do Nordeste com 38,5%.
O menor estado do país se torna um gigante quando o assunto é produção de softwares. Em 2021, a receita do mercado de software alcançou US$ 45,4 milhões e US$ 26,3 milhões em serviços, consolidando Sergipe como o quinto maior mercado de software do Nordeste. O estado conta atualmente com quatro empresas desenvolvedoras que estão ganhando notoriedade com a produção de games.
De acordo com um estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), a economia criativa deve gerar 1 milhão de empregos até 2030. A relevância do modelo é tanta que o Ministério da Cultura criou a Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (SEFIC), que tem o objetivo de promover, planejar, coordenar e implementar ações para fortalecer o setor no país.
Com informações da ASN







