{"id":1533,"date":"2026-08-16T19:32:21","date_gmt":"2026-08-16T19:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/?p=1533"},"modified":"2026-08-16T19:32:24","modified_gmt":"2026-08-16T19:32:24","slug":"fim-de-uma-era-redes-sociais-ja-sao-a-principal-fonte-de-noticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/fim-de-uma-era-redes-sociais-ja-sao-a-principal-fonte-de-noticias\/","title":{"rendered":"Fim de uma era: redes sociais j\u00e1 s\u00e3o a principal fonte de not\u00edcias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Estudo mostra que redes sociais e v\u00eddeos j\u00e1 s\u00e3o a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o no mundo, superando TV, r\u00e1dio e sites em 2026<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, redes sociais e plataformas de v\u00eddeo passaram a ocupar o topo entre as formas de consumo de not\u00edcias no mundo, deixando para tr\u00e1s televis\u00e3o, r\u00e1dio e sites jornal\u00edsticos tradicionais. O dado faz parte de um novo relat\u00f3rio do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, ligado \u00e0 Universidade de Oxford.<\/p>\n\n\n\n<p>Divulgado nesta ter\u00e7a-feira (16), o levantamento mostra uma mudan\u00e7a que vinha acontecendo aos poucos, mas que agora aparece de forma mais clara em escala global.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Um novo jeito de se informar<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi feita pela YouGov com cerca de 100 mil pessoas em 48 pa\u00edses. No recorte mais recente, 54% dos entrevistados disseram usar redes sociais ou plataformas de v\u00eddeo para se informar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando entram na conta ferramentas de intelig\u00eancia artificial, como o ChatGPT, esse n\u00famero sobe para 56%. E a\u00ed a disputa com os meios tradicionais fica apertada:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>redes sociais e v\u00eddeo:<\/strong>&nbsp;54%<br><strong>televis\u00e3o:<\/strong>&nbsp;52%<br><strong>sites e aplicativos de not\u00edcias:<\/strong>&nbsp;51%<br><strong>r\u00e1dio:<\/strong>&nbsp;21%<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio refor\u00e7a que n\u00e3o se trata de uma virada repentina. O movimento \u00e9 descrito como gradual, acumulado ao longo dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"673\" src=\"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-1024x673.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1534\" style=\"aspect-ratio:1.5215801734178853;width:624px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-1024x673.jpg 1024w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-300x197.jpg 300w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-768x505.jpg 768w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-639x420.jpg 639w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-696x457.jpg 696w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-1068x702.jpg 1068w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1-741x486.jpg 741w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/adolescentes_smartphone-1536x1009-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jovens de 18 a 24 anos lideram a mudan\u00e7a no consumo de not\u00edcias e preferem redes sociais para se<\/em><br><em>informar. Imagem: Marina Demidiuk\/iStock<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Entre gera\u00e7\u00f5es, o consumo muda bastante<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento varia bastante dependendo da idade. Entre jovens de 18 a 24 anos, mais da metade j\u00e1 usa redes sociais como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre pessoas de 45 a 54 anos e acima dos 55, a televis\u00e3o ainda segura o primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 outro detalhe importante: em nenhuma faixa et\u00e1ria os sites e aplicativos de ve\u00edculos tradicionais aparecem como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No uso cotidiano das plataformas, o cen\u00e1rio tamb\u00e9m muda conforme o ambiente digital:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>YouTube<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>X<\/strong>\u00a0s\u00e3o usados de forma mais direta, quando o objetivo \u00e9 acompanhar not\u00edcias<br><strong>Facebook<\/strong>,\u00a0<strong>Instagram<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>TikTok<\/strong>\u00a0entram mais como \u201ccontexto\u201d, com not\u00edcias surgindo no meio do uso comum<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1535\" style=\"aspect-ratio:1.7778323819604582;width:632px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-300x169.jpg 300w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-768x432.jpg 768w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-747x420.jpg 747w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-696x392.jpg 696w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85-1068x601.jpg 1068w, https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Olhar-Digital_85.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem criada por intelig\u00eancia artificial (ChatGPT \/ Olhar Digital)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Confian\u00e7a em baixa e um modelo em transforma\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio, com 180 p\u00e1ginas, aponta um dado que chama aten\u00e7\u00e3o: a confian\u00e7a na m\u00eddia chegou ao menor n\u00edvel j\u00e1 registrado. Apenas 37% das pessoas dizem confiar na maioria das informa\u00e7\u00f5es na maior parte do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o modelo de neg\u00f3cios do jornalismo tamb\u00e9m enfrenta press\u00e3o. S\u00f3 17% dos entrevistados pagam por not\u00edcias online, enquanto a publicidade segue migrando em grande escala para as big techs.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A IA j\u00e1 entrou no consumo de not\u00edcias<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que come\u00e7a a aparecer com mais for\u00e7a \u00e9 o uso de intelig\u00eancia artificial. Cerca de 10% dos entrevistados j\u00e1 recorrem semanalmente a ferramentas como o ChatGPT para se informar \u2014 acima dos 7% registrados no ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jim Egan, autor do relat\u00f3rio, esse movimento abre um dos maiores desafios do setor. Ele afirma que lidar com o avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial generativa ser\u00e1 uma das tarefas centrais para ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m para formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra um cen\u00e1rio em transi\u00e7\u00e3o: as redes sociais deixaram de ser apenas um complemento e passaram a ocupar o centro do consumo de not\u00edcias no mundo. Enquanto isso, a m\u00eddia tradicional tenta se ajustar a um p\u00fablico mais fragmentado, menos fiel e cada vez mais digital.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Olhar Digital \/ Valdir Antonelli<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que redes sociais e v\u00eddeos j\u00e1 s\u00e3o a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o no mundo, superando TV, r\u00e1dio e sites em 2026 Pela primeira vez, redes sociais e plataformas de v\u00eddeo passaram a ocupar o topo entre as formas de consumo de not\u00edcias no mundo, deixando para tr\u00e1s televis\u00e3o, r\u00e1dio e sites jornal\u00edsticos tradicionais. 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