{"id":432,"date":"2011-05-21T17:40:31","date_gmt":"2011-05-21T17:40:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/?p=432"},"modified":"2020-11-10T17:42:03","modified_gmt":"2020-11-10T17:42:03","slug":"djavan-apresenta-aria-em-aracaju","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/djavan-apresenta-aria-em-aracaju\/","title":{"rendered":"Djavan apresenta \u00c1ria em Aracaju"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Djavan lan\u00e7a \u00c1ria, seu primeiro disco apenas como int\u00e9rprete em 34 anos de carreira, uma parceria entre Biscoito Fino e Luanda Records<\/strong><\/em> A \u00e1ria \u00e9 o momento mais esperado da \u00f3pera, o auge, o espa\u00e7o privilegiado da sublime melodia. \u00c1ria, o novo CD de Djavan, \u00e9 um dos discos\u00a0mais esperados da m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea, o momento em que uma das vozes mais bonitas do mundo dedica-se, pela primeira\u00a0vez, exclusivamente a cantar, sem se preocupar com novas composi\u00e7\u00f5es autorais. E \u00e9 com esse belo espet\u00e1culo que Djavan se apresenta\u00a0no dia 11 de junho, a partir das 21:00h, no Teatro Tobias Barreto. Cada vez que ele gravava can\u00e7\u00f5es de outros autores, como Paulinho da Viola (Cora\u00e7\u00e3o Leviano), Luiz Bonf\u00e1 e Tom Jobim (Correnteza) ou\u00a0mesmo um cl\u00e1ssico universal como Smile, de Chaplin, era imposs\u00edvel n\u00e3o pensar na beleza que seria um disco inteiro de Djavan apenas\u00a0com composi\u00e7\u00f5es de outros. E Djavan pegou essa, digamos, obriga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e, em vez do disco \u00f3bvio que todos esper\u00e1vamos, cheio de\u00a0belas can\u00e7\u00f5es levadas pela bela voz, fez um disco belo, sem d\u00favida, mas na mesma medida surpreendente, inusitado, inovador. Surpreendente primeiro pela escolha do repert\u00f3rio, at\u00e9 com cl\u00e1ssicos do porte de Palco (Gilberto Gil), Valsa Brasileira (Edu Lobo e Chico\u00a0Buarque), Apoteose ao Samba (Silas de Oliveira e Mano D\u00e9cio) e at\u00e9 a sinatriana Fly me to the Moon, mas totalmente guiado pela mem\u00f3ria\u00a0emocional do cantor, sem qualquer outro crit\u00e9rio racional. Inusitado pela forma\u00e7\u00e3o instrumental pequena e rigorosa, mas esteticamente\u00a0libertadora: apenas o pr\u00f3prio viol\u00e3o, a guitarra de Torcuato Mariano, o baixo ac\u00fastico de Andr\u00e9 Vasconcellos e a usina de percuss\u00e3o de\u00a0Marcos Suzano. Inovador na medida em que Djavan pega composi\u00e7\u00f5es populares, a maior parte delas muito conhecida e, sem perda de\u00a0naturalidade, apresenta grava\u00e7\u00f5es formalmente jazz\u00edsticas, as melodias soltas, como que voando sobre as bases r\u00edtmicas e harm\u00f4nicas. Um\u00a0disco, sem d\u00favida, de um mestre na arte de cantar, tocar e arranjar: leve e rejuvenescido, as can\u00e7\u00f5es soando de fato como novas. De um certo modo, \u00c1ria \u00e9 uma volta ao come\u00e7o da carreira de Djavan, in\u00edcio dos anos 1970, quando ele chegou de Alagoas ao Rio e, antes\u00a0de se tornar compositor de prest\u00edgio com o estouro de Fato Consumado e Flor-de-Lis, vivia como crooner de boates hist\u00f3ricas como Number\u00a0One e 706. \u00c9 desse tempo que ele pin\u00e7ou uma das mais inusitadas faixas do disco, Brigas, Nunca Mais, originalmente um samba de Tom\u00a0Jobim e Vinicius de Moraes aqui transformado em valsa, t\u00edpica brincadeira de boate: &#8211; Cansei de cantar essa m\u00fasica nas boates, ficava at\u00e9 irritado porque me pediam toda noite. A\u00ed descobri maneiras novas de cant\u00e1-la &#8211; explica\u00a0Djavan sua subvers\u00e3o do samba lan\u00e7ado por Jo\u00e3o Gilberto. Assim, dessa maneira intuitiva e pessoal, Djavan foi escolhendo as \u00e1rias de \u00c1ria. \u00a0De uma das mais belas letras e melodias do repert\u00f3rio de\u00a0Cartola (em parceria com Dalmo Castelo), Djavan reinventa Disfar\u00e7a e Chora apenas ao viol\u00e3o, e pelo prazer de remexer um cl\u00e1ssico,\u00a0revelando-lhe disson\u00e2ncias e acentuando sua beleza. \u00a0O mantra de Caetano Veloso Ora\u00e7\u00e3o ao Tempo, outro cl\u00e1ssico digamos intoc\u00e1vel,\u00a0tamb\u00e9m reaparece cheio de sutis inven\u00e7\u00f5es e um show de percuss\u00e3o de Suzano. Fly me to the Moon e Palco, dois standards n\u00e3o menos inquestion\u00e1veis, tamb\u00e9m chegaram ao repert\u00f3rio pelo desejo puramente musical de\u00a0lidar com m\u00fasicas conhecidas demais. O primeiro, \u201co standard americano mais batido de todos\u201d, como define Djavan, resultou em puro prazer\u00a0musical, a mais propriamente jazz\u00edstica das faixas, cheia de improvisos. Palco, n\u00e3o menos \u201cbatido\u201d sucesso de Gil foi, tamb\u00e9m segundo\u00a0Djavan, \u201cum desafio maravilhoso\u201d. O resultado \u00e9 a faixa talvez mais pop do disco, numa suingueira totalmente \u00e0 maneira de Djavan,\u00a0completamente diferente do suingue de Gil, confiram. Apoteose ao Samba chegou de uma vontade de falar de samba, homenage\u00e1-lo, vertente importante do trabalho autoral de Djavan. E n\u00e3o \u00e9\u00a0que o samba de Silas e Mano D\u00e9cio, a dupla mais tradicional do Imp\u00e9rio Serrano, ficou a cara de um daqueles sambas sincopados t\u00edpicos do\u00a0Djavan compositor. Mas nem s\u00f3 de \u00e1rias conhecidas vive \u00c1ria. Da mais remota mem\u00f3ria afetiva do cantor emergiu Sabes Mentir, samba-can\u00e7\u00e3o abolerado de\u00a0Othon Russo, do repert\u00f3rio de Angela Maria e que Djavan aprendeu ainda na inf\u00e2ncia, de tanto ouvir sua m\u00e3e cantar. E a mem\u00f3ria afetiva puxa, ainda da inf\u00e2ncia, a instrumental Treze de Dezembro, velho tema de Z\u00e9 Dantas e Luiz Gonzaga, aqui reinventada\u00a0de forma jazz\u00edstica. E pula para a adolesc\u00eancia de Djavan, com a vers\u00e3o da bela \u00a0balada Nada a nos Separar, pin\u00e7ada do repert\u00f3rio do Trio\u00a0Esperan\u00e7a: &#8211; Adorava o Trio Esperan\u00e7a e, especialmente, a voz de Evinha, que fazia discos poderosos antes de se mudar para Paris &#8211; revela Djavan. J\u00e1 m\u00fasico de sucesso no Rio, Djavan encantou-se por seu colega de gera\u00e7\u00e3o Beto Guedes, de quem interpreta (em parceria com Caetano),\u00a0Luz e Mist\u00e9rio, pelo n\u00edtido prazer de cantar. Do parceiro Chico Buarque (com Edu Lobo), Djavan viaja pela Valsa Brasileira e encara sua\u00a0complexidade em letra e melodia, demonstrando todo o seu potencial como cantor. Atento ao que acontece na m\u00fasica mundial, Djavan pin\u00e7ou La Noche, can\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea espanhola, do repert\u00f3rio da cantora Montse\u00a0Cortez, que lhe foi apresentada por seu filho Max Viana. Nitidamente, nesta faixa, Djavan aproxima sua escola pessoal de canto a uma das\u00a0mais influentes na m\u00fasica pop internacional, a do flamenco. &#8211; Nunca imaginei fazer um disco assim, porque o meu prazer sempre foi compor. Pensava: vou me divertir pouco. E pensava tamb\u00e9m: vai ser\u00a0um disco f\u00e1cil, j\u00e1 que n\u00e3o preciso compor. E me enganei: acabei me divertindo muito reinventando e pesquisando as can\u00e7\u00f5es dos outros, e\u00a0foi um dos discos mais dif\u00edceis de fazer, sobretudo na hora de escolher o que cantar \u2013 sentencia Djavan. Das reminisc\u00eancias mais remotas \u00e0 informa\u00e7\u00e3o mais atual, e tendo o cancioneiro brasileiro como base, Djavan apresenta um disco de raro\u00a0desprendimento est\u00e9tico. E de intenso compromisso com o que importa, a m\u00fasica. O resultado ouve-se com a alegria e a surpresa sempre\u00a0renovada da \u00e1ria mais aguardada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Djavan lan\u00e7a \u00c1ria, seu primeiro disco apenas como int\u00e9rprete em 34 anos de carreira, uma parceria entre Biscoito Fino e Luanda Records A \u00e1ria \u00e9 o momento mais esperado da \u00f3pera, o auge, o espa\u00e7o privilegiado da sublime melodia. \u00c1ria, o novo CD de Djavan, \u00e9 um dos discos\u00a0mais esperados da m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":{"0":"post-432","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=432"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":434,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432\/revisions\/434"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}