{"id":461,"date":"2010-09-21T18:50:39","date_gmt":"2010-09-21T18:50:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/?p=461"},"modified":"2020-11-10T18:58:35","modified_gmt":"2020-11-10T18:58:35","slug":"superpotencia-qual-e-o-futuro-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciaunicom.com.br\/blog\/superpotencia-qual-e-o-futuro-da-internet\/","title":{"rendered":"SuperPot\u00eancia: qual \u00e9 o futuro da internet?"},"content":{"rendered":"\n<p>Vinte anos depois de sua cria\u00e7\u00e3o, a rede mundial de computadores, world wide web, criada por um cientista como uma forma simples de dividir informa\u00e7\u00f5es com colegas, j\u00e1 percorreu um longo caminho. Foi um milagre acidental que cresceu sem muita orienta\u00e7\u00e3o de comit\u00eas, governos ou corpora\u00e7\u00f5es.<br>Mas agora a rede est\u00e1 \u00e0 beira de outra transforma\u00e7\u00e3o. Rory Cellan-Jones, jornalista especializado em tecnologia da BBC, conversou com cientistas que est\u00e3o tentando prever e at\u00e9 guiar o futuro da web. Veja abaixo algumas dessas previs\u00f5es:<br><br>Rede mais inteligente<br><br>Quer chamemos de rede sem\u00e2ntica ou rede de dados interligados, os cientistas acreditam que agora est\u00e3o construindo uma rede muito mais inteligente. Ao colocar mais dados online e depois \u201censinando\u201d a rede a entend\u00ea-los e question\u00e1-los de novas maneiras, eles esperam oferecer aos usu\u00e1rios um recurso muito mais inteligente.<br>\u201cPense na rede como um grande banco de dados descentralizado contendo de tudo, desde o hor\u00e1rio de trens e lugares para comer a sites que informam onde encontrar a melhor oferta. O que a rede vai oferecer \u00e9 um sistema de buscas muito mais refinado, ser\u00e1 uma rede com \u2018gr\u00e3os mais finos\u2019\u201d, disse o pesquisador Nigel Shadbolt, da Universidade de Southampton.<br>A ideia \u00e9 que quando algu\u00e9m fizer uma busca como \u201cpr\u00f3ximo trem para Manchester\u201d, em vez de aparecerem v\u00e1rias p\u00e1ginas com informa\u00e7\u00f5es referentes a trens para Manchester, a rede traga ao usu\u00e1rio uma resposta real. Mas, claro, s\u00f3 se os dados estiverem dispon\u00edveis na web.<br>Shadbolt faz parte de uma campanha liderada pelo criador da rede, Tim Berners-Lee, para convencer o p\u00fablico e \u00f3rg\u00e3os privados a disponibilizar a maior quantidade poss\u00edvel de dados online.<br><br>A rede \u2018onipresente\u2019<br><br>N\u00f3s pensamos na rede como algo que acessamos por meio de um browser, usando um teclado. Mas, de acordo com outra cientista da Universidade de Southampton, Wendy Hall, isto est\u00e1 prestes a mudar: \u201cVamos conseguir acessar a internet onde quer que estejamos, fazendo o que for, quase sem precisar de nenhum aparelho. Poderemos v\u00ea-la por nossos \u00f3culos, ou por meio de algum visor que passar\u00edamos a usar\u201d, por exemplo.<br>A cientista acredita que o browser vai desaparecer e que vamos interagir com a rede por meio de aplicativos, como muita gente j\u00e1 faz com os chamados smartphones.<br><br>Objetos nas nuvens<br><br>E n\u00e3o apenas as pessoas estar\u00e3o online. Mais e mais objetos &#8211; como carros, monitores card\u00edacos e sensores em nossas casas &#8211; estar\u00e3o conectados \u00e0 internet, contribuindo para um crescente fluxo de dados. Onde ser\u00e3o armazenados todos esses dados? Na \u201cnuvem\u201d, claro, ou, em outras palavras, nos enormes bancos de dados sendo constru\u00eddos pelos super poderes da web, como a Google e a Microsoft.<br>\u201cEm certo sentido, a rede est\u00e1 se tornando um grande computador\u201d, disse Andrew Herbert, \u00e0 frente do laborat\u00f3rio da Microsoft em Cambridge.<br><br>A rede de celulares<br><br>Est\u00e1 claro que o futuro da rede est\u00e1 nos celulares \u2013 e para a maioria dos bilh\u00f5es de pessoas que se juntarem a ela nos pr\u00f3ximos anos, sua primeira experi\u00eancia de acesso \u00e0 web ser\u00e1 por telefone celular. Um dos grandes pensadores da ind\u00fastria de celulares, Benoit Schillings, da empresa Myriad Software, afirma que isso vai nos tornar ainda mais dependentes da rede.<br>\u201cN\u00f3s partimos do princ\u00edpio de que \u00e9 algo que temos conosco o tempo todo. Ent\u00e3o quando voc\u00ea perde o seu telefone, se torna um desastre \u2013 \u00e9 agora uma parte essencial de como seres humanos funcionam.\u201d<br>Mas Schillings afirma que as limita\u00e7\u00f5es de uma rede de celulares, em compara\u00e7\u00e3o com os dados sendo baixados por uma linha fixa, significa que pesquisas em \u00e1reas como compress\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o se tornam ainda mais vitais.<br><br>Uma rede sustent\u00e1vel?<br><br>Ent\u00e3o, como podemos garantir que esta rede inteligente, m\u00f3vel e penetrante possa continuar crescendo sem engolir o planeta? O pesquisador Andy Hopper, da Universidade de Cambridge, lidera um programa chamado Computa\u00e7\u00e3o pelo Futuro do Planeta.<br>Ele est\u00e1 otimista com o que a rede pode fazer.\u201c\u00c9 um marca-passo para o planeta, uma parte indispens\u00e1vel para a nossa civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele.<br>Mas ele agora est\u00e1 procurando meios para que tecnologias de computa\u00e7\u00e3o possam ser usadas para controlar ou reduzir suas pegadas de carbono.<br>Um de seus alunos, por exemplo, est\u00e1 tentando criar um monitor pessoal de energia que use a nova \u201crede de objetos\u201d para juntar todos os tipos de informa\u00e7\u00e3o de sensores online que monitoram o uso de energia.<br>Mas, quanto mais a rede crescer, maiores ser\u00e3o as amea\u00e7as a sua estabilidade, ou n\u00e3o?<br>\u201cA piada corrente entre a comunidade de engenheiros \u00e9 que a internet est\u00e1 sempre \u00e0 beira do colapso\u201d, afirma Craig Labowitz da Arbor Networks, que monitora o desempenho da rede.<br>Ele \u00e9 otimista e acredita que a rede vai continuar \u201cse consertando\u201d, mas afirma que, cada vez mais, isso vai depender das grandes corpora\u00e7\u00f5es que agora controlam o tr\u00e1fego.<br>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, afirma Labowitz, a participa\u00e7\u00e3o da Google no tr\u00e1fego global da internet aumentou de 1% para 10%.<br><br>Quem controla?<br>O que nos traz \u00e0 quest\u00e3o crucial: quem controla o futuro da rede? At\u00e9 agora ela vem crescendo de acordo com os princ\u00edpios de abertura e par\u00e2metros acertados mutuamente \u2013 mas alguns temem o surgimento de uma rede corporativa onde a inova\u00e7\u00e3o e a liberdade de express\u00e3o ser\u00e3o prejudicados.<br>\u201cN\u00e3o h\u00e1 garantias de que ela continuar\u00e1 evoluindo da maneira como \u00e9 hoje \u2013 aberta, gratuita e com par\u00e2metros universais\u201d, afirma Wendy Hall.<br>\u201cSe voc\u00ea perder isso, ou se os par\u00e2metros forem superados por preocupa\u00e7\u00f5es corporativas, ent\u00e3o a rede vai mudar dramaticamente\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte anos depois de sua cria\u00e7\u00e3o, a rede mundial de computadores, world wide web, criada por um cientista como uma forma simples de dividir informa\u00e7\u00f5es com colegas, j\u00e1 percorreu um longo caminho. 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