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    Pesquisadora vai lançar livro sobre as paisagens festivas sergipanas

    O lançamento do livro será a partir das 17h, no Museu da Gente Sergipana.

    Maria Augusta Mundim Vargas

    Nesta terça-feira (27/08), a professora e doutora em Geografia Maria Augusta Mundim Vargas vai lançar o livro “Cultura e Patrimônio – paisagens festivas sergipanas”. O evento acontece no Museu da Gente Sergipana, a partir das 17 horas. A autora atua em estudos voltados, principalmente, para representações sociais e sustentabilidade do patrimônio cultural. É pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe e lidera o grupo de pesquisa Sociedade e Cultura, vinculado ao CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, desde 2004.

    O conteúdo do livro foi produzido a partir do olhar da autora sobre a cultura popular manifestada em festividades. “É um texto adensado pela memória do que vi e vivi com as gentes sergipanas desde 1980 quando, recém chegada, vislumbrei uma geohistória singular entre a imponência da praça São Francisco num outeiro de São Cristóvão e as igrejas e capelas majestosas entre os canaviais de Laranjeiras – paisagens tradutoras de múltiplas camadas, entre a economia hegemônica da cana-de-açúcar e o batuque de cacumbis, taieiras, são gonçalos, lambe-sujos, cheganças, sambas e rodas que ainda sacodem as palhas dos canaviais”, destaca a pesquisadora.

    O livro aborda a paisagem cultural e seus conceitos, expondo a identidade, a herança e o zelo dos sergipanos com o festar. O texto retrata a diversidade e a pluralidade das manifestações festivas sergipanas, passeando, também, pelas silibrinas e pelos festejos natalinos e juninos, caracterizados pela singularidade de suas existências. “Pelo respeito para com Sergipe e as festas sergipanas, sinalizo a importância de se valorizar as festas, sobretudo aquelas nucleadas em nossas tradições. Essas tradições são mantidas pela resistência dos mestres e mestras, detentores dos saberes e fazeres das festas. Trago o registro de esforço, suor e uma vontade imensa de reverenciar aos muitos e tantos festeiros que existem e reexistem. Com a minha voz e olhar, afirmo, Sergipe é uma festa!”, conclui a pesquisadora.

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