More

    O Púcaro Búlgaro faz apresentação única em Aracaju

    O Púcaro Búlgaro, encenação de Aderbal Freire-Filho para o texto homônimo de Campos de Carvalho, fará apresentação única em Aracaju no próximo dia 27, a partir das 21:00 h, no Teatro Tobias Barreto. O espetáculo estreou em 1º de junho de 2006, no Teatro Poeira (RJ), onde cumpriu temporada de seis meses, tornando-se um dos espetáculos mais assistidos da temporada, obtendo excelentes críticas da imprensa especializada, além de diversas indicações e prêmios, tais como: Prêmio Eletrobrás/Rio/2006 e Prêmio Qualidade Brasil/SP/2007; Melhor Ator (Gillray Coutinho); Melhor Espetáculo e Melhor Diretor (Aderbal Freire-Filho); e Prêmio Contigo/2007, Melhor Espetáculo/Comédia.

    Em 2007, O Púcaro Búlgaro cumpriu uma segunda temporada no Rio de Janeiro (nos teatros Laura Alvin e Leblon) e uma temporada em São Paulo (no Teatro SESC Anchieta). Ainda em 2007 participou do 39º Festival Internacional de Londrina (FILO), no Paraná. Em 2008 participou do Festival de Teatro de Vitória (ES) e, a convite da Secretaria Estadual de Cultura do Ceará, fez apresentações também em Sobral e Fortaleza. Em 2009 participou do Festival Internacional de Artes Cênicas, em Montevidéu, Uruguai. Com um elenco afinado e premiado – alguns dos atores são conhecidos por suas atuações no cinema e na televisão: ‘A Grande Família’, ‘Fantástico’, ‘Sítio do Pica-pau Amarelo’ etc –, o espetáculo ficou conhecido como uma bem-sucedida e deliciosa viagem teatral.

    Em continuidade a este sucesso, O Púcaro Búlgaro foi escolhido, através de edital público da Petrobras, como um dos espetáculos a integrar o Programa BR de Cultura 2009/2010 para apresentações em 13 cidades das cinco regiões do Brasil: Maceió, Aracaju, Recife, Teresina, Belém, Manaus, Rio Branco, Cuiabá, Goiás Velho, Goiânia, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Com cerca de 1.200 Kg, o cenário viaja de caminhão, sendo que o caminhão viajará de balsa no percurso de Belém a Manaus (Rio Amazonas e Rio Negro) e de Manaus a Porto Velho (Rio Amazonas e Rio Madeira). Um total de 15.461 km percorridos.

    “Se a Bulgária existe, então a cidade de Sofia terá fatalmente que existir.”


    Assim começa a explicação necessária que abre o último romance do escritor brasileiro Campos de Carvalho. O narrador da história descobre, no Museu Histórico e Geográfico da Filadélfia, um púcaro búlgaro, provavelmente do início do século 13 A.C., sob a dinastia Lovtschajik, e a partir daí decide empreender uma expedição em busca do fabuloso reino da Bulgária. Instalado no bairro carioca da Gávea, começa sua aventura colocando um anúncio no jornal: ‘EXPEDIÇÃO À BULGÁRIA. PROCURAM-SE VOLUNTÁRIOS.’ A partir desse anúncio forma-se o grupo de expedicionários, integrado por um professor de bulgarologia, de nome Radamés Stepanovicinsky, natural do Ceará, um tal Pernacchio, um cidadão chamado Ivo Viu A Uva e um Expedito Não Sei Do Que. O romance é o diário dessa “famosa expedição… com o que se passou ou não se passou de importante nesse, com perdão da palavra, interregno”.

    “Um romance-em-cena puro sangue”

    Sérgio Salvia Coelho, crítico da Folha de São Paulo, diz que O Púcaro Búlgaro é “um romance-em-cena puro sangue” se referindo ao gênero novo que leva cada ator a ser narrador de si mesmo no próprio momento em que age, mantendo o texto integral por meio de um vertiginoso rodízio de personagens. O romance-em-cena é o jogo da ilusão no teatro levado ao paroxismo, verdade e mentira escancaradas simultaneamente, o discurso em terceira pessoa e a ação na primeira pessoa. É ainda a comunhão carnal mais acabada do épico e do dramático, o tempo inteiro narrativo e o tempo inteiro dramático. Uma versão radical do sonho de alguns teóricos do século 20 de convidar para a mesma mesa Aristóteles e Brecht.


    SINOPSE

    No verão de 1958, Hilário, o personagem central do romance, descobre um púcaro búlgaro numa pequena sala do Museu Histórico de Filadélfia. A partir daí, obcecado por esse fato, move mundos e fundos a fim de organizar uma expedição que pudesse comprovar ou não a existência da Bulgária (já que da existência dos púcaros ele não duvida). Em seu apartamento no alto da Gávea, recebe toda a sorte de personagens esdrúxulos, candidatos a tomar parte na viagem – um alfarrabista interessado em abrir uma fábrica de acentos circunflexos na Bulgária, um descendente do sábio hindu que inventou o zero, um professor de bulgarologia e bulgarosofia, um sujeito chamado Expedito, e que pelo nome se acha credenciado para a expedição, um ex-habitante de Pizza que descobriu que a cidade, e não a torre do mesmo nome, é que está inclinada – enfim, um grupo surreal, dos quais alguns são aceitos para participar da aventura.

    Entre os meses de outubro e dezembro de 60, período em que decorre a ação do romance, são ultimados os preparativos, escolhido o meio de transporte e traçado o roteiro rocambolesco (com a ajuda inestimável do professor de bulgarologia) que farão Hilário e seus expedicionários para tentar descobrir (“ou não descobrir”) se a Bulgária existe mesmo. Ao final, depois que o expedicionário Expedito foge com a empregada da casa (amante de Hilário) e um cheque de dois milhões, o restante grupo de expedicionários transforma a iminente partida para a Bulgária numa inocente partida de pôquer e desiste da empreitada.


    ASPAS DO DIRETOR ADERBAL FREIRE-FILHO


    Campos de Carvalho (1916-1998) foi um dos autores mais incensados e paradoxalmente menos conhecidos da literatura moderna brasileira. O espetáculo fecha a trilogia de romances-em-cena do diretor Aderbal Freire-Filho, iniciada em 1990 com a montagem de ‘A mulher carioca aos 22 anos’, de João de Minas, e seguida, 13 anos depois, por ‘O que diz Molero’, de Dinis Machado. Com cenários de Fernando Mello da Costa, figurinos de Biza Vianna, iluminação de Maneco Quinderé e música de Tato Taborda, a empreitada teatral apóia-se no humor inventivo e delirante daquele que forma, ao lado de Guimarães Rosa e Clarice Lispector, a chamada ‘santíssima trindade’ da prosa brasileira.

    Os textos de Campos de Carvalho, escritos nas décadas de 50 e 60, surpreendem pelo fluxo incessante de eventos conduzidos por livre associação de idéias, o que o faz ser considerado como um escritor de filiação tardia ao movimento dadaísta. Ele foi autor de obra reduzida, mas isso não o impediu de ser incluído por parte da crítica especializada entre os dez maiores escritores brasileiros do século 20, conforme atestou Jorge Amado no prefácio da edição lançada em 1995 pela José Olympio Editora reunindo os quatro romances mais importantes do autor, dentre os quais O Púcaro Búlgaro: “é uma das obras maiores da literatura brasileira, que finalmente reencontra o caminho do público e do reconhecimento da crítica”.

    As afinidades entre os romances-em-cena não se restringem no palco ao ritmo vertiginoso da montagem. Todas preservam o texto original, principal característica do gênero: “O que faço é explorar ao máximo as possibilidades teatrais desse material literário. A razão é querer manter o sabor que as palavras e as descrições de personagens e lugares têm no original. Mas como não há um narrador em cena, cabe aos personagens fazer as narrações, inclusive sobre si próprios. Sem adaptação, obviamente o que eles dizem fica na terceira pessoa, assim como faz o Pelé”, diverte-se Aderbal. “Dessa forma, tento levar às últimas conseqüências a natureza ilusória da cena, brincando o tempo inteiro com a verdade e a mentira, com a farsa da representação”, conclui.

    Para Aderbal, outra característica fundamental nos romances-em-cena é o humor: “Não acredito que possa fazer um gênero como esse sem ser nesse registro do bufão, da caricatura. Até porque são quase 50 personagens – em ‘A mulher carioca’ e ‘Molero’ eram quase 200 –, fica muito perto da farsa’, explica. A diferença deste para o espetáculo anterior é que enquanto ‘O que diz Molero’ alternava humor com lirismo, ‘O púcaro búlgaro’ intercala um humor popular, escrachado, com outro sofisticado, cheio de referências cultas, mais sutil. Campos de Carvalho é mestre nisso. É um extrato de humor especialíssimo, herdeiro do humor extremado de Rabelais”, compara Aderbal. “A literatura que eu gosto, as coisas que me atraem são levadas pela força do riso; a nobreza do humor, do riso é fundamental. Todos os romances-em-cena são muito divertidos”.

    Para dar conta de meia centena de personagens, o diretor convocou um elenco com os já familiarizados com o romance-em-cena Gillray Coutinho, que participou das duas montagens anteriores e Candido Damm (‘A Mulher Carioca’), e os estreantes no gênero José Mauro Brant, Ana Barroso e Isio Ghelman, com os quais, no entanto, o diretor já havia trabalhado em outras montagens. Todos interpretam um personagem fixo, presente ao longo da trama, além de cerca de outros dez. Os cinco atores se revezam ainda na interpretação do protagonista, o que reforça o caráter nonsense do texto. Nonsense que está presente também nas referências dadaístas dos cenários, figurinos e nos quase cem adereços em cena, como um enorme óculos de uma lente só.


    O QUE DIZ A IMPRENSA/CRÍTICA


    Em O GLOBO, Bárbara Heliodora escreveu: “O delicioso caos instaurado pela encenação, fiel ao romance, encontra sua mais perfeita expressão não só em um sem-número de conversas de surdos (também cegos e insanos) mas também no inacreditável e fartíssimo delírio vocabular. A sequência de palavras que vão sugerindo umas às outras por semelhança ortográfica ou confusão sonora empresta um dinamismo fascinante que, embora literário, adquire valores dramáticos e cênicos incontestáveis.”
     
    No JORNAL DO BRASIL, Macksen Luiz destacou: “A força da elaboração verbal do literário é traduzida pelo diretor com desconcertante apropriação que acompanha a voracidade e dinâmica que, em borbotões, se derramam pelo livro e se espalham pelo palco. (…) A proposta intensamente teatral do diretor acompanha a radicalidade do romance original com a mesma pontuação absurda e ferina.”
     
    Na FOLHA DE SÃO PAULO, Sérgio Salvia Coelho dá cotação Ótimo para o espetáculo e escreve: “O Púcaro Búlgaro é um romance-em-cena puro sangue, mais uma etapa vencida na formação desse gênero novo. O humor furioso do romance de Campos de Carvalho se filia ao surrealismo, sobretudo pela insolência em confundir as fronteiras do verossímil. Bem-aventurados aqueles que vivem do prazer de fazer bem-feito aquilo que gostam de fazer.”
     
    No ESTADO DE SÃO PAULO, Mariangela Alves de Lima destaca: “Elenco excepcional faz de O Púcaro Búlgaro uma encenação inteligentíssima. É excepcional o elenco de cinco atores. Também presente nesta encenação inteligentíssima é a pitada de sóbria poesia. Na brincadeira ágil, na velocidade das transformações, por meio da graça picante e picaresca, se insinua uma idéia de malandragem carioca que não é de hoje.”

    Na TRIBUNA DA IMPRENSA, Lionel Fischer elogia o elenco dizendo: “Dificilmente Campos de Carvalho poderia imaginar que sua obra seria transposta para o palco com tanta maestria. Valendo-se de sua poderosa imaginação e equivalente senso de humor, Aderbal Freire-Filho cria uma dinâmica cênica completamente enlouquecida, ou seja, em total sintonia com o material que lhe deu origem. O rendimento do elenco só ratifica o que tantas vezes dissemos aqui: o Brasil pode carecer de muitas coisas, menos de intérpretes maravilhosos. Raquel Iantas, Augusto Madeira, Cândido Damm, Isio Ghelman e Gillray Coutinho exibem desempenhos irretocáveis, em especial este último, que na presente montagem apresenta a melhor performance de sua carreira. Para os amantes da arte de representar, a atuação destes profissionais torna obrigatória uma urgente ida ao Teatro Poeira.”

    A VEJA SP concedeu cotação máxima ao espetáculo, destacando: “Cinco exímios atores revezam-se nos papéis de narrador e outros 49 incríveis personagens, como o homem que diz não existir, o algebrista decidido a fundar uma fábrica de acentos circunflexos e Ivo Que Viu a Uva, herdeiro do cidadão criador do zero. A platéia fica embevecida diante de tanta eficiência e humor.”

    O crítico literário, ACADÊMICO DA ABL, Antonio Olinto, um dos “descobridores” de Campos de Carvalho, também escreveu sobre o espetáculo: “Agora está o Rio de Janeiro apresentando “O Púcaro Búlgaro” numa ótima visão para o palco de Aderbal Freire-Filho que, pegando o mundo búlgaro e anti-búlgaro de Campos de Carvalho, colocou-o vivo, ácido, aberto, palpitante e que outros adjetivos possamos inventar. Delírio de uma lucidez cênica para cuja expressividade tudo concorre, todo o aparato que se junta no palco para conter a vasta comicidade do autor na sua busca de uma Bulgária em que há púcaros e outros objetos proparoxítonos, num grande espetáculo que nos mostra o mundo mágico de um escritor sem fronteiras. Os atores vivem intensamente essa magia.”


    SOBRE O AUTOR, O DIRETOR E O ELENCO

    O AUTOR


    CAMPOS DE CARVALHO nasceu em 1° de novembro de 1916 em Uberaba, Minas Gerais. Em 1938 formou-se em Direito. Morou em Petrópolis, Copacabana, Rio e, finalmente, em São Paulo, onde faleceu em 1998. É autor de uma obra reduzida, em que se destacam os quatro romances que compõem a edição conjunta de 1995 da José Olympio Editora: A lua vem da Ásia, Vaca de nariz sutil, A chuva imóvel, O púcaro búlgaro. O prefácio dessa obra reunida – já em 3ª edição – é assinado por Jorge Amado, que a comenta entusiasmado:

    “Poucas notícias me alegraram tanto nos últimos tempos, quanto esta que recebo de Maria Amélia Mello, gerente editorial da José Olympio Editora: a José Olympio vai reeditar os quatro romances publicados por Campos de Carvalho. Tenho vontade de sair gritando “aleluia” pelo Rio Vermelho afora: uma das obras maiores da literatura brasileira, por tantos anos esquecida, fora das montras das livrarias, reencontra o caminho do público e do reconhecimento da crítica.”

    Os quatro romances foram originalmente publicados entre 1956 e 1964. A partir da publicação do último deles, Campos de Carvalho abandonou a literatura e alternou fases de total anonimato, com breves reaparições, uma delas na primeira fase do jornal O Pasquim e também no jornal O Estado de São Paulo, onde trabalhou de 1968 a 1978.

    Recentemente foi lançado, com sucesso, nas livrarias Quem tem medo de Campos de Carvalho?, de Juva Batella, que foi originalmente uma dissertação defendida na PUC-Rio e que é saudado pela crítica como uma “redescoberta” de Campos de Carvalho e “um contato apaixonado” com sua obra. Anterior a essa publicação, o projeto teatral O Púcaro Búlgaro é fruto de mais uma paixão pela obra de Campos de Carvalho, a do diretor de teatro Aderbal Freire-Filho.


    O DIRETOR

    ADERBAL FREIRE-FILHO criou a maioria dos seus espetáculos no Rio de Janeiro, a partir de 1972. Também dirigiu em outras cidades do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre), em Montevidéu, Uruguai (onde criou espetáculos com os elencos da Comedia Nacional del Uruguay e da Institución Teatral El Galpón); em Buenos Aires, Argentina; em Amsterdam, Holanda; e em Madri, Espanha. Ganhou os prêmios Molière, Shell (em 2003 e 2004), Golfinho de Ouro, Mambembe, entre outros. Por O Púcaro Búlgaro, recebeu o prêmio Eletrobrás de Melhor Diretor de 2006. Entre seus espetáculos: Mão na Luva (Oduvaldo Vianna Filho); A morte de Danton (Buchner); As you like it (Shakespeare); Turandot ou O congresso dos intelectuais (Brecht); Senhora dos afogados (Nelson Rodrigues); Luces de bohemia (Valle-Inclán); O homem que viu o disco voador (Flávio Márcio); Casa de Boneca (Ibsen); Tio Vânia (Tchecov), de um total de cerca de 80 montagens. Criou, em 1990, o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. Além de encenador, é também o autor das seguintes peças já encenadas: O tiro que mudou a história (em parceria com Carlos Eduardo Novaes); No verão de 1996…; Xambudo; Isabel; Cãocoisa e a coisa homem. Publicou ‘Conversaciones con um director de teatro’, com o crítico Rubén Castillo, em Montevidéu (Ed. Banda Oriental) e é autor de artigos em revistas nacionais e estrangeiras. Foi coordenador da comissão que projetou o Curso de Direção Teatral, da Escola de Comunicação, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1994 a 1999, foi membro do Conselho Assessor do Festival Iberoamericano de Teatro, de Cádiz, Espanha. Tem espetáculos incluídos na Encyclopedie mondiale des arts du spectacle dans la seconde moitiê du XXe. Siècle, La scène moderne (Editions Carré, Paris, 1997).


    O ELENCO

    ANA BARROSO – Iniciou no Tablado, no Rio de Janeiro. Atuou em mais de 20 espetáculos, entre eles: ‘O Tiro que mudou a História’, ‘Turandot, ou O Congresso dos Intelectuais’, e ‘Senhora dos Afogados’, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Trabalhou com o grupo Due Mondi na Itália. Desde 1990 desenvolve um trabalho voltado para o público infantil, produzindo ‘A História de Topetudo’, ‘A História do Califa’, ‘A História de Catarina’, entre outros, tendo recebido vários prêmios. Recebeu o Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem/96 (melhor atriz) e outras indicações para prêmios de melhor atriz em 97 e 98. Integra o Centro Brasileiro de Teatro para Infância e Juventude (CBTIJ).

    CÂNDIDO DAMM – Ator de vasta experiência no teatro, desde 1989 trabalha com Aderbal Freire-Filho em peças como: ‘A Mulher Carioca aos 22 anos’, ‘O Tiro que mudou a História’, ‘Tiradentes’, ‘Senhora dos Afogados’, ‘Instruções de Uso’ (assistência de direção), ‘O Congresso dos Intelectuais’, ‘Estatuto de Gafieira’ e ‘O Púcaro Búlgaro’. No cinema fez: ‘O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili’, ‘O Xangô de Baker Street’, ‘Estôrvo’, ‘Quem matou Pixote?’, entre outros. Na TV fez ‘Amazônia’, ‘Sítio do Pica-pau Amarelo’ (interpretou o personagem Visconde de Sabugosa), ‘Dona Flor e seus dois maridos’, ‘Explode Coração’, ‘Engraçadinha’, ‘Incidente em Antares’, ‘Salomé’, ‘Grupo Escolacho’ e ‘Fantástico’, onde foi o Pereira do quadro ‘Emprego de A a Z’, em que sempre entrava pelo cano. Atualmente tem feito ‘A Grande Família’ no papel do Mesquita, chefe do Lineu na repartição.

    GILLRAY COUTINHO – Prêmios Eletrobrás e Qualidade Brasil de melhor ator por ‘O Púcaro Búlgaro’, também indicado ao Prêmio Shell, Gillray é ainda autor e diretor. Com Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni e Marcos Vogel esteve, entre 1990 e 1996, à frente do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, e atuou nas peças ‘Estatuto de Gafieira’, ‘O que diz Molero’, ‘O Púcaro Búlgaro’, ‘Hamlet’, ‘Luzes da Bohemia’, ‘No verão de 96…’, ‘Lima Barreto ao terceiro dia’, ‘O tiro que mudou a história’ e ‘A mulher carioca aos 22 anos’. No cinema atuou em ‘Os Normais 2’, ‘A Grande Família, o Filme’, ‘Meu Nome Não é Johnny’ e ‘Bonitinha, mas ordinária’. Na televisão participou de ‘Malhação’, ‘JK’ e ‘Fantástico’, onde foi o protagonista do quadro ‘Emprego de A a Z’, fazendo o Clayton, protagonista da história, que aprontava todas.

    ISIO GHELMAN – Em teatro fez inúmeros trabalhos, sendo o mais recente ‘Mobby Dick’ (dir. Aderbal Freire-Filho). Na TV, entre muitos trabalhos, fez ‘Aline’, ‘Fantástico’ e ‘Amazônia’. Recentemente protagonizou a sitcom nacional ‘Gente Lesa’ no Canal GNT. No cinema, fez ‘A viagem de volta’, ‘Maria, a mãe do filho de Deus’ e ‘Zuzu Angel’.

    JOSÉ MAURO BRANT – Prêmio Mambembe de melhor ator por ‘Tuhu, o menino Villa Lobos’. Atuando desde 1987, participou de mais de 40 produções. Seu primeiro CD, ‘Cantos, Contos e Acalantos’, ganhou em 2003 o Prêmio TIM de Música de melhor CD Infantil. Em 2006, ganhou o Prêmio Rival/Petrobras de música brasileira na Categoria Atitude. Troféu Mambembe de melhor ator coadjuvante/1997. Em 2004 lançou o livro ‘Enquanto o sono não vem’ pela Ed. Rocco.


    SERVIÇO
     
    O Púcaro Búlgaro
    Direção de Aderbal Freire-Filho
    Texto original: ‘O Púcaro Búlgaro’, de Campos de Carvalho
    Com Ana Barroso, Candido Damm, Gillray Coutinho, Isio Ghelman e José Mauro Brant/Augusto Madeira
    Classificação etária: 14 anos
    Duração: 120 minutos
    Local: Teatro Tobias Barreto
    Endereço: Av. Presidente Tancredo Neves, 1997
    Telefone/informações: 3179-1490
    Dia e horário da apresentação: 27 de janeiro, às 21:00h
    Valor do ingresso: R$ 20,00
    Meia-entrada: para estudantes, menores de 18 anos, maiores de 60 anos e professores da rede estadual de ensino. 50% de desconto, sob o valor da inteira, para portadores do cartão PETROBRAS na compra de até 02 ingressos.


    FICHA TÉCNICA

    Autor: Campos de Carvalho
    Romance–em–cena de Aderbal Freire-Filho
    Elenco: Ana Barroso, Cândido Damm, Gillray Coutinho, Isio Ghelman e José Mauro Brant/Augusto Madeira
    Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque
    Figurino: Biza Vianna
    Música: Tato Taborda
    Luz: Maneco Quinderé
    Iluminador assistente: Carlos Lafert
    Direção de Cena e Operação de Som: Marco Bay
    Assistente de Produção: Tiago Lopes
    Gerência de Comunicação: Ney Motta
    Direção de Produção: Willian Taranto
    Produtor Executivo: Gillray Coutinho
    Produção Original: Teatro Poeira – Marieta Severo & Andréa Beltrão
    Realização: IDARTE Produções Artísticas Ltda
    Patrocínio: PETROBRAS, Lei de Incentivo à Cultura e Governo Federal

    Compartilhar

    Últimas notícias

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Artigos relacionados

    Deso é destaque nacional em engajamento digital no ranking Social MedIA Gov

    Companhia sergipana figura entre as dez instituições com melhor desempenho em interação digital no...

    Deso participa da 68ª edição do programa Sergipe é aqui em Santa Luzia do Itanhy

    Companhia levou ações de educação ambiental, incentivo à leitura e distribuição de água para...

    Deso reforçou sistema de produção de água em Pirambu e garantiu segurança hídrica no Carnaval

    Perfuração de poço em Lagoa Redonda, nova adutora e modernização da ETA elevaram volume...

    Deso lança novo site com foco no cidadão e modernização dos serviços

    Nova plataforma consolida avanços estruturais da Tecnologia da Informação e amplia a transparência institucional. A...